Mogi x Campos x Paraty: o rolê mais sinistro já feito

 

Tem uma caralhada de fotos e vídeos, mas se eu for esperar tempo para editar tudo bonitinho e postar algo, vai demorar eras. Então fiz um pequeno compilado dos melhores pontos do rolê épico q rolou no último fds.

Tive outro dia uma ideia de rota saindo de Mogi das cruzes, passando por SJC, Campos do Jordão, Guaratinguetá, Cunha e Paraty. Já tinha feito Campos e Paraty em rolês separados e foram bem fodas. Imagina fazer ambos numa tacada só? A ideia era boa e os números de distância e altimetria like a pro ( 400 km ~ 6.300 mts pra cima).

Bem, o doido de sempre do rolê Kathucia Max Pereira topou, então ia rolar. Depois dele, o Alessandro Roberto da Silva e o Carlos A. de Brito entraram pra brincadeira. Max declinou posteriormente por falta de treino, então decidiu não arriscar.

Chegou sexta passada e largamos. Saímos meia noite da estação estudantes da CPTM, rumo à rodovia dos tamoios. Um pneu furado do Alê. Chegou pela manhã já na tamoios, resolvemos parar em um posto de controle da concessionária pra descansar e tava um frio fodido, só o retardado do Alê conseguiu dormir por alguns minutos e depois seguimos rumo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Alê estourou um raio da roda traseira (uma fucking roda de 20 e poucos raios pra fazer longa distância sem suporte…ainda te xingo, Alê). Fizemos gambiarra e nos arrastamos na moral até SJC, onde arrumamos no Júnior King Bike. Saímos rumo Monteiro Lobato, onde almoçamos e caiu uma chuva torrencial. Pensamos em encurtar o rolê por conta da chuva, mas ela maneirou e seguimos a rota. Subimos e descemos a serra de Monteiro Lobato – Santo Antônio do Pinhal na chuva e de novo bateu a dúvida se íamos mesmo pela serra velha. Enchi um pouco eles e toparam. São Pedro colaborou e parou de chover. Após aquele downhill lindo da serra nova, viramos à esquerda rumo aparecida. Já estava quase 300 km rodados e 4 mil mts acumulados. Cansaço bateu pesado.
Passando por dentro de Pindamonhangaba, acabamos parando pra dormir num motel (barato e confortável). Foi onde q eu tive q lidar com um problema q me perseguiu o dia inteiro: tive uma assadura sinistra no saco (desculpem, moças pelos termos) q chegava dar choque. Tomei um banho e por sorte, tinha levado Nebacetin. No dia seguinte, zero bala (nunca mais saio sem ele). Descobri q era pelo fato do bico do selim estar levemente levantado. Corrigi e já era.


Seguimos rumo a estrada real cunha-paraty e umas 10h30 entramos nela.
Sem muita surpresa entre Guaratinguetá e Cunha. Eu já conhecia o trajeto, então era praticamente aceitar mais uma serra, subir quietinho e aproveitar os trechos planos para socar a bota e equilibrar o tempo.

*FASE FINAL DO JOGO E O BAGÚI FICA TENSO*

Treta 1 – transporte
Durante o almoço fui olhar passagens pra voltar. Tinha só no bus das 23h30…cool! Corremos pra caralho e vamos ficar esperando uma era lá. Bora comprar essa, fazer oq…
Passei uma vez e deu compra recusada. Olhei meu cartão, limite de boa, rolava. Comprei a segunda vez e treta com o site de novo. Na terceira vez tinham acabado as passagens pro domingo até segunda à tarde. FODEU™.
Tentamos várias cidades vizinhas e nada. Alta temporada, sua anta. Até q tive a brilhante ideia de ligar pro Max…ah Max, são poucas pessoas q tem amigo retardado e brother assim, pra topar sair domingo de tarde pra rodar 600 km de carro e resgatar três amigos.

Até resolver essa pica, acabou q perdemos 2h30 parados em Cunha. Bom, retomamos o rolê.

Treta 2 – ALEEEE CARAIO, TE MATO
Estourou o raio de novo e junto furou a câmara. Não saio pra rolê com o Alê se ele vier com uma roda com menos de 32 raios. Uns 30 minutos entre troca de câmara e compensar o alinhamento da roda sem um raio e retomamos.

received_739567286238010-01.jpeg

Treta 3 – subidas duras demais, descidas muito perigosas
Freio da minha gravel esquentou e perdi por uns instantes ele numa descida bizarra. Soltei ela um pouco pra esfriar e voltou. Nessa poderia ter perdido os dentes. Nas subidas só o chassi de grilo do Carlos tava de boa. Eu com alforge pesado e Alê com medo de foder de vez a roda com o torque de pedalar em pé…foi aquele parto. Tempo vai, tempo vem, paramos em um ponto pra comer e pergunto para um cara: “amigo, quer animar ou desanimar 3 ciclistas? Qtos km pra divisa SP-Rio?” 5. AEEEEEEEEEE.

Este slideshow necessita de JavaScript.


Aí foi só girar na moral. Chegamos na minha querida cachoeira. Tomei um banho, os meninos não. Aí mais 2 km de subida e eis a bendita placa da divisa… U F A, agora, só descer.

TRETA FINAL DO CARAIO: A DESCIDA.
Não acabou a saga no topo da subida. Paramos na divisa, foto clássica na placa e começou uns pingos. Eram fracos e estava claro. Blz, bora. Ah, encontramos um maluco de MTB q ia descer tbm. Ele foi separado da gente. Passou 1 km, aumenta chuva. 2 km, mais chuva com vento. 3 km, virou tempestade. Alê e Carlos com khs mega agressiva de 700×25 e eu com 42mm…eu no mó cangaço, imagina eles. Paramos, nos agrupamos e descemos em comboio. Nessa, entrou tbm o outro maluco da MTB, o Fernando.
A cada km pra baixo, mais chuva, vento e a visibilidade piorando. As curvas cada vez mais fechadas e íngremes e ainda tendo q lidar com os carros subindo a serra. Rezando pra chegar logo na porra de Paraty. Acabou os paralelepípedos, começou uma parte mais sinistra: o asfalto estava com erosão muito avançada. Por conta dos ventos, somou erosão + falta de visibilidade + galhos e folhas…caraio, alguém vai cair.
Resumindo o Rebosteio q foi a descida, demoramos 2h30 pra DESCER UMA SERRA. Chegamos lá embaixo num estado catatônico. Alê e Carlos me amaldiçoaram pela rota criada, eu me cagando de medo, mas rolou.

*Bonus track*
MAX VEIO PELO MESMO CAMINHO

Desde q ele topou buscar a gente, mandei a rota por cunha-paraty. Era a mais curta: 280 km. No meio da descida, fiquei com um peso na consciência fodido por não ter dito pra ele ter vindo pela 101. Qdo chegamos lá embaixo, fiquei tentando ligar pra ele e nada. Sem sinal essa merda de celular. Restava era esperar. Depois de um tempo ele deu sinal. Chegou onde estávamos e disse q chegou a gravar um vídeo descrevendo a situação q também passou de carro. Estava com muito medo de dar merda, mas chegou.
Aí foi depenar 3 bicicletas pra caber no porta malas de um Sandero. Nem sei como, mas conseguimos fazer isso entrar.
Aí a volta foi aquela situação: todos mortos (inclusive Max) e tentando ficar acordados. CAFÉ, PORRA. foi o que manteve eu e ele acordados na frente e depois Alê pegou a direção um pouco.

Texto curto, né? Mas é a versão resumida, rs.

Abaixo, link do trajeto percorrido e registrado no Strava:

https://www.strava.com/activities/1360076146/embed/a29f59c30e604b7f9a174ef429484e4eb1696693

 

3 respostas para “Mogi x Campos x Paraty: o rolê mais sinistro já feito”

  1. Fera! Ow, quais os quadros que estavam usando? Estou tentando montar uma bike de estrada touring mais old style… mas não queria perder muito de velocidade… e que desse pra colocar uns pneus mais como os da sua bike de vez em quando pra brincar, mas não consigo me decidir pelo quadro…

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s