E lá vem mais uma viagem

Toda vez é assim: uma ou duas semanas antes eu começo com a ansiedade de cair na estrada. É a segunda vez que vou viajar sem a companhia do Max, um dos poucos doidos que topam sair pra fazer ciclismo de longa distância.

A primeira vez que pedalei sozinho (sem ser em uma prova audax) foi no final do Mês de junho, para ir ao Critério Fixed. Fiz SP-RJ. Agora, a segunda vez, ao invés de 450 km, serão 700 km de estrada, SP-Floripa, uma pedalada e tanto para as Fixolimpíadas.
Mas vou aproveitar o mote de viagem para falar de uma coisa que é essencial na viagem e quase toda vez deixo para organizar na última hora: a bagagem.

Acho que no post anterior deu para perceber que tenho siricutico em montar bicicletas, então já testei algumas configurações na estrada e finalmente estou com um equipamento bem adequado para o que me proponho a fazer.

A bicicleta que irei usar é uma Cardoso Cycles touring. Quadro e garfo Crmo, rodas com 36 raios, pneus mais largos (700×32), farol dínamo, alforjes e pedivela triplo, tudo o que eu gostaria de ter na estrada. Cardoso Cycles: menos de um mês montada e é sem dúvida, a melhor até agora.

Mas, além da bicicleta em si, tem uma organização que requer atenção, que é o conteúdo que vai dentro do alforje, muitas pessoas perguntam o que eu levo, então vou contar um pouco aqui, separando por: alimentação | ferramentas e peças | roupas

ALIMENTAÇÃO – Esse item é o que tem que ter a maior atenção, pois se ficar sem comida na beirada da estrada e no meio do nada, vai por mim, acaba o rolê. Quando fiz com o Max a primeira tentativa SP-Paraty via Dutra e Cunha, não planejamos nossa comida e também não conhecíamos o trajeto inteiro, aí ficamos mal acostumados com a Dutra que tem um posto de gasolina a cada km. Quando entramos da SP 171, os últimos 96 km de Estrada Real antes de Paraty, não sabíamos o quão deserto e cheio de serras era esse trecho. Resumindo, acabou nossa comida e água às 4h da madrugada no meio do nada e não conseguimos simplesmente continuar a pedalar, deu “prego” na gente e assim terminou o rolê ,voltamos quando chegamos em Cunha pela manhã, empurrando a bicicleta. Depois dessa lição, sempre deixo um estoque de comida para casos de ficar umas 4h sem passar em nenhum lugar que eu possa comprar comida ou beber água. E os itens que levo, geralmente são:

  • Misto de castanhas (castanha do Pará, castanha de caju, amendoim, às vzs um pouco de alho seco e damasco) ficam de reserva para momentos em que eu não puder parar em um posto e comer um salgado ou almoçar, além de sempre ter uma banana ou maçã por perto. Essas castanhas eu compro na zona cerealista (para o caso dos paulistanos);
  • Bebida: sempre ando com as duas caramanholas cheias e mais uma no alforje. Dessa vez vou levar tb um “gatorade em pó”, para deixar sempre uma garrafa com isso para repor os sais que perco na pedalada;
  • Algumas tranqueiras sempre caem bem – ficar o dia inteiro (ou vários dias) na estrada pedalando e sem comer algo que seja diferente, deixa de fazer o rolê ser agradável. Uma boa também é ter um ou dois comprimidos de omeprazol, para o caso do estômago ficar irritado com tanta alimentação.
  • Andarilhos – sempre na beirada da estrada encontramos andarilhos e quase nunca esses caras têm comida. Vale a pena carregar algo extra pra eles.

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FERRAMENTAS E PEÇAS – sou meio “noiado” com manutenção da bicicleta, portanto, levo o necessário para quase depenar ela na beirada da estrada. Da parte de ferramentas, chaves allen, fenda, philips, alicate de tamanho regulável, chave de corrente, de raio e saca cassete, pois se estourar um raio do lado do cassete, você não consegue repor, já aconteceu em um audax. Uma vez, quando estourou raio novamente no cassete, consegui fazer uma gambiarra de curvar o raio feito uma meia lua e encaixar no cubo, mas nem sempre funciona. De peças, agora com um pneu mais largo, não preciso de tantas câmaras reserva, vou levar duas a mais com líquido selante que se compra na Decatlhon, raios reserva, remendos de câmara, um jogo de cabos de aço e alguns parafusos com porca reserva. parece muito, mas creio ser necessário.

ROUPAS – por mais que a previsão do tempo diga que vai fazer calor, leve roupa de frio. Por mais que digam que vai fazer frio, vai fazer calor tb. Portanto, sempre tenha peças coringa. Eu costumo sair com uma bermuda, jersey e colete. A luva eu uso a contragosto, mas para evitar possíveis machucados, uso. Levo reserva: uma calça, manguito, corta vento, blusa e uma luva de dedo completo. Essa foto abaixo exemplifica roupas mal planejadas…a gente no sul morrendo de frio de manhã e no final do dia, estávamos sendo escaldados pelo sol chegando em CWB (ah, não esqueça do protetor solar, pfv!).

frioooocalooor

EXTRAS – Fora essas parafernálias dentro destes três tópicos, tem outros itens que são legais de se levar, eu procuro incluir no rolê que são:

  • Smartphone com bateria reserva pra postar fotos durante a viagem e se der, stravar o passeio (vou testar um cabo para carregar com o dínamo dessa vez);
  • Uma câmera boa (uso uma Canon t3i) pra fazer umas fotos mais maneiras;
  • Caixa de som portátil com playlist marota pra fazer a trilha sonora.

Vou deixar abaixo uma galeria de fotos com as melhores das viagens que já fizemos. Caso queira ver mais exemplos, entre no meu perfil do Facebook e veja os álbuns completos. Espero ajudar quem está pensando em cair na estrada, até a próxima

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5 respostas para “E lá vem mais uma viagem”

  1. Caraca, viajar de mochila é osso hein! Não recomendo hehe.
    Um dica: sempre levo ‘enforca gato’, fita isolante, um pedaço de corrente extra (já aconteceu de eu ter que trocar um elo no meio do nada). São itens para qualquer gambiarra de emergência. Bom pedal até Floripa Zé.

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    1. Ah sim! Preciso incluir os enforca-gatos no post, sempre ajudam! O pedaço de corrente eu nem sempre levo, Mas às vzs vai junto sim! Fitas se eu esqueço acabo comprando na beirada da estrada, mas não dá pra ficar sem mesmo 😀 Aliás sim, já fiz mta viagem com a camelback nas costas e uma outra vez a mochila não parava no bagageiro e tive que tirar ela e colocar nas costas :/

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  2. Massa, cara! Parabéns pelo seu trabalho, pelas viagens e pelas fotos. Eu tinha uma T3i e é bem boa mesmo. Continue postando, vou acompanhar! Abraço de Porto Alegre 🙂

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